
Na tarde desta quarta-feira (04), o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em sua decisão, Moraes afirmou que houve um descumprimento às medidas cautelares antes decretadas e Bolsonaro veiculou conteúdo nas redes sociais dos filhos.
No último domingo (03), manifestações pró-Bolsonaro ocorreram em diversas cidades do Brasil, inclusive em Belém. Durante o ato no Rio de Janeiro, um dos responsáveis pela organização do evento foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio colocou o pai brevemente no viva-voz do telefone, permitindo que ele se dirigisse ao público presente em Copacabana. Por volta das 14h, o senador publicou nas redes sociais um vídeo que mostrava o outro lado da ligação: Bolsonaro, de casa, gravando uma mensagem aos apoiadores.
“Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”, declarou Jair Bolsonaro no vídeo.
O ex-presidente tornou-se réu em março de 2025, quando uma corte de cinco ministros do STF decidiu, por unanimidade, levá-lo a julgamento por organização criminosa, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, entre outros crimes. A denúncia da PGR, apresentada em fevereiro de 2025, descreve Bolsonaro como líder de uma trama conhecida como "Punhal Verde e Amarelo", que envolveria planos de assassinar o então presidente eleito Lula, o vice-alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
Na linha de defesa, Bolsonaro nega envolvimento em qualquer golpe, questiona as provas apresentadas e considera a prisão domiciliar uma “humilhação” estimulada por motivações políticas. Politicamente, a decisão representa um novo revés e intensifica a tensão entre seus apoiadores e as instituições. Desde então, manifestações e protestos pró‑Bolsonaro têm ocorrido em diversas cidades, pressionando por anistia e questionando a legitimidade de Moraes e do STF.
No dia 18 de julho, Moraes decretou medidas cautelares contra o ex-presidente como uso de tornozeleira eletrônica, reclusão domiciliar após às 19h e proibição de veicular mensagens em redes sociais próprias ou de terceiros. Com medidas descumpridas, Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro nesta segunda-feira.
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