
Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar apreendeu 32 canetas emagrecedoras falsificadas na última sexta-feira (30), em um centro comercial de Goiânia. Os produtos eram vendidos por até R$ 4.300 no Camelódromo de Campinas, localizado no Setor Campinas.
As canetas imitavam a apresentação do Mounjaro (tirzepatida), medicamento injetável da farmacêutica Eli Lilly, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e, mais recentemente, aprovado no Brasil para o tratamento da obesidade.
Segundo a investigação, as embalagens falsificadas eram montadas dentro do próprio camelódromo, com o objetivo de simular a aparência original do produto. Nenhuma das canetas apreendidas possuía registro na Anvisa.
Durante a ação, uma pessoa foi presa e um adolescente apreendido. A polícia identificou ainda outro envolvido no esquema, que está foragido.
A farmacêutica Eli Lilly já havia emitido um alerta sobre os riscos do uso de versões falsificadas ou manipuladas da tirzepatida. Em nota, a empresa advertiu que a compra de medicamentos de origem não verificada ou sem prescrição médica representa sérios perigos à saúde.
O Mounjaro começou a ser vendido no Brasil em maio de 2025. Em junho, teve o uso aprovado pela Anvisa também para o tratamento da obesidade. Até então, o remédio era utilizado de forma "off label" (fora da bula) para esse fim.
O medicamento só pode ser adquirido com retenção de receita em farmácias autorizadas. Os preços variam de R$ 1.907,29 (dose de 2,5 mg) a R$ 2.384,35 (dose de 5 mg), fora de programas de acesso. O produto é importado de uma fábrica da Lilly na Europa e não é fabricado no Brasil.
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