
No último sábado (13), o mutirão "Agora Tem Especialistas" promoveu 1.345 atendimentos no Pará, com o objetivo de reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação envolveu dois hospitais universitários federais no estado e resultou em cirurgias eletivas, consultas com especialistas, exames e outros procedimentos para a população que aguarda atendimento na rede pública de saúde.
O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS-UFPA), localizado em Belém, foi o responsável pela maior parte dos atendimentos, com 839 realizados, incluindo 19 cirurgias, 124 consultas e 696 exames e procedimentos. O Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA) completou a ação com 506 atendimentos, que incluiram 11 cirurgias e 495 exames e outros procedimentos.
A mobilização foi parte de uma iniciativa nacional, que ocorreu simultaneamente em 45 hospitais universitários federais em todo o Brasil, geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O programa "Agora Tem Especialistas", coordenado pelo Ministério da Saúde, contou com a participação de aproximadamente cinco mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos e estudantes.
Ao todo, foram realizados 34.290 procedimentos, o que superou em 15% a expectativa inicial de 29 mil atendimentos. O aumento reflete uma ação crescente em relação à primeira edição do mutirão, em julho, com o número de procedimentos realizados aumentando em 175%, com destaque para as cirurgias e consultas.
O mutirão teve foco em áreas de alta demanda, como oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia, e visou beneficiar pacientes que enfrentam longas esperas por atendimento especializado no SUS. Para isso, mais de quatro mil profissionais de saúde e 900 estudantes foram mobilizados e trabalharam para garantir atendimento de qualidade à população.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que este foi o maior mutirão já realizado no SUS, em termos de volume e diversidade de procedimentos, incluindo cirurgias complexas e exames especializados, como tomografias e ressonâncias. Já o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a iniciativa traz dignidade para aqueles que esperam meses ou até anos por atendimento médico. “Mobilizamos 45 hospitais universitários públicos do SUS, que formam a maior rede de hospitais públicos do Sul Global”, declarou Camilo Santana.
Além disso, o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, destacou o compromisso dos hospitais universitários com o aumento da produção cirúrgica no SUS e prometeu uma ampliação de 40% na quantidade de cirurgias realizadas nos próximos meses.
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