
O caso de um avião que viajava com uma pequena fortuna sofreu um sério acidente neste final de semana e ganhou as manchetes internacionais, mas não por conta das vítimas.
A aeronave carregava R$ 15 milhões e US$ 5 milhões quando caiu no Paraguai no último sábado (18) e, em seguida, moradores saquearam parte da carga. A polícia estima que cerca de US$ 2 milhões desapareceram após o acidente. A queda ocorreu em Minga Guazú, a 750 metros da pista do Aeroporto Guaraní.
A aeronave pertencia à empresa Aerotax e foi fretada pela Prosegur para transportar o dinheiro de Ciudad del Este até Assunção. Após o impacto, os malotes com o dinheiro ficaram espalhados pela área.
Assim, populares que chegaram ao local supostamente recolheram parte dos valores antes da chegada das autoridades.
O comissário Carlos Duré, do Departamento de Cooperação Policial Internacional, confirmou o sumiço do dinheiro. Segundo ele, equipes realizaram buscas na região, mas não recuperaram os valores.
"A investigação presume que parte do capital foi subtraída por pessoas que compareceram ao local imediatamente após o acidente", afirmou Duré.
A Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dnac) do Paraguai informou que a aeronave emitiu um alerta de falha no motor às 15h38. Relatórios preliminares apontam que o motor esquerdo parou de funcionar durante o voo, o que causou a queda.
O piloto Fernando Noldin morreu no local. Por outro lado, o copiloto Yeruti Nuñez está em estado estável. Os dois passageiros, Hiron Bogado e Freddy Recalde, estão em estado grave.
Além do saque inicial, autoridades identificaram um novo problema. Criminosos se passaram por agentes policiais para extorquir moradores e tomar o dinheiro já recolhido por eles.
"Foi registrado ao menos um caso em que indivíduos exigiram a devolução do dinheiro por meio de engano", informou o comissário.
Para identificar os envolvidos, a polícia analisa conversas no WhatsApp trocadas após o acidente. Os investigadores buscam, portanto, reunir provas suficientes para responsabilizar quem participou do saque.
As autoridades paraguaias acompanham duas frentes no caso:
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