
O cenário em torno do cruzeiro MV Hondius ganhou contornos de crise sanitária internacional nos últimos dias, após a confirmação de um surto de hantavírus a bordo da embarcação. O caso, que resultou na morte de três passageiros, desencadeou uma grande operação de repatriação coordenada entre autoridades espanholas e organismos de saúde.
A retirada dos ocupantes começou na manhã deste domingo (10), no porto de Granadilla, em Tenerife, na Espanha. A movimentação ocorreu de forma gradual, com desembarque monitorado e embarque imediato em voos com destino a diferentes países.
Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde da Espanha, mais de 70 pessoas já haviam sido repatriadas até a tarde de domingo. Os passageiros foram distribuídos em voos para diversos destinos, incluindo Espanha, França, Canadá, Países Baixos, Reino Unido, Irlanda e Turquia. Novas partidas estavam previstas para Estados Unidos, Austrália e novamente Países Baixos até a conclusão da operação.
A embarcação, que transportava cerca de 150 pessoas entre tripulação e passageiros, foi escoltada por equipes da Guarda Civil espanhola até a atracação. Antes do desembarque, todos passaram por avaliações médicas ainda a bordo, como medida preventiva.
A operação mobilizou mais de 360 agentes, além de especialistas em áreas como biologia, química e radiologia, que atuaram no suporte técnico e no controle de risco sanitário. A presença de equipes multidisciplinares foi considerada essencial para garantir a segurança durante todo o processo.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, acompanhou presencialmente a operação em Tenerife, reforçando a atenção internacional ao caso.
Após dias de incerteza, o navio conseguiu atracar em meio a impasses com autoridades locais das Ilhas Canárias, que inicialmente demonstraram resistência à chegada da embarcação devido ao risco sanitário. O desembarque, no entanto, foi autorizado e ocorreu nas primeiras horas do dia.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, classificou a operação como bem-sucedida, destacando o trabalho conjunto das equipes envolvidas, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do processo.
Após o retorno aos seus países de origem, os passageiros deverão cumprir protocolos de quarentena e acompanhamento médico, conforme orientação das autoridades sanitárias locais.
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