
O caso que chocou Altamira, no Sudoeste do Pará, e toda a região da Transamazônica terá uma nova etapa judicial. O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) decidiu transferir o julgamento de Cleiton de Oliveira Gomes, réu confesso do homicídio de Sara Raabe Silva do Nascimento, de Altamira para Belém.
O júri popular, que seria realizado em abril passado, está marcado para o dia 5 de agosto de 2026, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital. O pedido de desaforamento foi aprovado pela Justiça como medida excepcional, utilizada quando a repercussão de um crime em determinada cidade pode comprometer a imparcialidade dos jurados.
No caso de Sara, a comoção em Altamira foi considerada tão intensa que a transferência para Belém se mostrou necessária. Apesar da mudança de local, o processo seguirá normalmente, e testemunhas que não puderem comparecer presencialmente poderão depor por videoconferência.
O caso Sara começou em 18 de setembro de 2024, quando a menina de apenas 5 anos desapareceu enquanto brincava nas proximidades de um córrego e balneário no Ramal Cupiúba, a cerca de cinco quilômetros do centro de Altamira.
Quatro dias depois, o corpo da criança foi encontrado em uma área de mata próxima ao bairro Viena. Cleiton Gomes foi preso por populares, e assumiu a autoria do crime e indicou às autoridades o local onde havia deixado a menina e confessou o sequestro, abuso e homicídio.
Com nova data de julgamento marcado e em Belém, a família da pequena Sara Raabe, assim como os amigos que se revoltaram com o caso, vivem a expectativa que a justiça seja feita.
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