
Um novo tratamento em formato de pílula apresentou resultados considerados promissores no combate ao câncer de pâncreas metastático. O estudo RASolute 302, apresentado durante o maior congresso de oncologia do mundo, em Chicago (EUA), mostrou que o medicamento daraxonrasib reduziu em 60% o risco de morte em pacientes com mutação RAS G12.
De acordo com os dados da fase 3 do estudo, a sobrevida mediana dos pacientes que receberam o medicamento foi de 13,2 meses, quase o dobro do registrado no grupo tratado com quimioterapia convencional, que apresentou média de 6,6 meses.
O anúncio dos resultados provocou forte reação entre os especialistas presentes no auditório. Médicos relataram emoção durante a apresentação, com relatos de aplausos e comoção ao fim da divulgação dos dados.
O oncologista Stephen Stefani, que acompanhou a apresentação, destacou o impacto do tratamento e a baixa toxicidade observada nos pacientes. “Raramente celebramos um medicamento com esse perfil: baixa toxicidade, impacto real em sobrevida”, afirmou o especialista.
Além do ganho em sobrevida, o estudo também apontou uma redução significativa nos efeitos adversos graves. Apenas 1,2% dos pacientes que utilizaram o daraxonrasib precisaram interromper o tratamento devido a reações adversas, contra 11,2% no grupo submetido à quimioterapia.
Segundo os pesquisadores, o perfil de segurança do medicamento pode representar uma vantagem importante em relação às terapias tradicionais, que costumam ser mais agressivas ao organismo.
Outro dado destacado no estudo foi a resposta objetiva ao tratamento. Mais de 30% dos pacientes apresentaram redução significativa do tumor ao longo do acompanhamento clínico.
Para os especialistas envolvidos na pesquisa, os resultados reforçam a eficácia da abordagem direcionada às mutações genéticas específicas do câncer de pâncreas.
A conclusão dos pesquisadore é que o daraxonrasib pode se tornar uma nova opção padrão no tratamento de segunda linha para pacientes com câncer de pâncreas metastático.
Durante a apresentação, Stephen Stefani reforçou o impacto dos resultados e a perspectiva de novos avanços na área. “Mais de 30% tiveram redução objetiva da doença”, afirmou. “O resultado confirma que estamos avançando numa direção que por muito tempo pareceu fechada”, completou.
O estudo foi publicado no Journal of Clinical Oncology e já é considerado um dos destaques recentes da oncologia internacional.
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