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Deolane e Marcola são denunciados por lavagem de dinheiro para o PCC

Denúncia do MP de SP acusa Deolane Bezerra e Marcola de lavagem de dinheiro em operação do PCC. Saiba mais sobre o caso e suas implicações.

11/06/2026 às 06h03
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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MP acusa seis pessoas de ocultar recursos da facção criminosa | Foto: Divulgação
MP acusa seis pessoas de ocultar recursos da facção criminosa | Foto: Divulgação

A atuação de facções criminosas em esquemas de lavagem de dinheiro continua sendo um dos maiores desafios para as autoridades brasileiras. Investigações apontam que organizações criminosas utilizam empresas, operadores financeiros e terceiros para ocultar a origem de recursos obtidos ilegalmente e inseri-los na economia formal. Nesse contexto, o Ministério Público de São Paulo apresentou uma nova denúncia envolvendo integrantes apontados como ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), entre eles a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra.

O Ministério Público de São Paulo denunciou seis pessoas sob acusação de integrarem uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os denunciados estão a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo mantinha uma estrutura financeira destinada a ocultar a origem de recursos ilícitos e reinseri-los na economia formal. As investigações apontam que o esquema funcionou entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, que já possui condenação por organização criminosa.

Segundo a denúncia, Lemos recebia orientações de Marcola e de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, para distribuir valores aos demais integrantes da rede. O grupo também contaria com a participação do operador financeiro Everton de Sousa e dos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, que estariam foragidos no exterior.

Ainda conforme o Gaeco, Deolane Bezerra teria recebido depósitos fracionados oriundos da transportadora, utilizando contas próprias para ocultar a origem dos recursos. Os investigadores afirmam que ela planejava reorganizar suas empresas e transferi-las para fundos sediados fora do país, em uma suposta estratégia para lavar dinheiro ligado a integrantes da facção criminosa.

A denúncia também sustenta que Everton de Sousa atuava na supervisão das prestações de contas e na movimentação financeira do grupo. Já Leonardo e Paloma receberiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar a distribuição dos valores com base em informações repassadas por Alejandro.

Deolane permanece presa e teve um pedido de habeas corpus negado pela Justiça na última terça-feira (9). Marcola está detido desde 1999, enquanto Alejandro cumpre pena desde 2006. Apesar disso, as autoridades consideram que ambos mantinham influência relevante nas atividades da facção por meio de familiares, advogados, outros presos e canais clandestinos de comunicação.

Defesa contesta acusações

Em nota, a defesa de Deolane Bezerra informou que ainda não teve acesso integral à denúncia e negou qualquer envolvimento da influenciadora com organização criminosa ou prática de crimes.

Já os advogados de Marcola e Alejandro argumentam que os dois estão recolhidos em presídios de segurança máxima desde 2019, o que, segundo a defesa, inviabilizaria a participação deles no suposto esquema. Os representantes de Leonardo e Paloma também rejeitaram as acusações, afirmando que os elementos patrimoniais e financeiros citados na denúncia são regulares e serão devidamente esclarecidos ao longo do processo.

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