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Política CRIME ELEITORAL

Gerente de posto é preso em esquema de caixa 2 para compra de votos de candidato Daniel Santos

Investigação apreende sistemas com nomes de operadores do ex-prefeito em operação clandestina que aponta caixa dois e compra de votos.

07/09/2026 às 05h38
Por: Redação Fonte: O Liberal
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Com a campanha atolada em denúncias, investigações do Ministério Público e desgaste nas ruas, o grupo do ex-prefeito Daniel Santos apelou para o crime eleitoral. O gerente de um posto de combustível em Ananindeua foi detido para prestar esclarecimentos após a polícia flagrar um esquema clandestino de abastecimento irregular voltado para servir à estrutura política de Daniel. A operação policial interrompeu a distribuição ilegal e apreendeu os equipamentos usados no local.

SISTEMA SECRETO APREENDIDO PROVA COMPRA DE VOTOS E CAIXA 2

A irregularidade não foi um erro formal, mas uma operação planejada de caixa 2 e compra de votos. Com a apreensão dos computadores do posto, a investigação acessou o sistema com os nomes autorizados a abastecer sem controle legal. Na lista constam operadores diretos do ex-prefeito: Franci Pereira, vereadora da base de Daniel na Câmara, e Elton Nunes, chefe de gabinete da Prefeitura. Em período eleitoral, combustível sem nota e sem prestação de contas configura despesa ilícita e abuso de poder econômico. Ao tentar ocultar as informações sobre o esquema, o gerente acabou levado pela polícia.

O MESMO CRIME DA OPERAÇÃO HADES REPETIDO NA CAMPANHA

A prática reproduz o mesmo padrão investigado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) na Operação Hades. Na ocasião, o MPPA apontou que empresas contratadas pela Prefeitura de Ananindeua pagaram mais de R$1,8 milhão em combustível entregue na fazenda JD Agropecuária, ligada a Daniel Santos, com confirmação da fornecedora e recibos assinados por funcionários do local. Agora, o ex-prefeito aplica a mesma tática na campanha, utilizando combustível sem registro para tentar obter vantagem eleitoral.

FLAGRANTE POLICIAL ESCANCARA O ESQUEMA CRIMINOSO DE DANIEL SANTOS

Pela legislação, todo combustível de campanha exige identificação do veículo, nota fiscal e prestação de contas oficial. A apreensão dos sistemas do posto comprova o funcionamento de uma contabilidade paralela criada para abastecer a estrutura do candidato à margem da lei. Pressionado por investigações em licitações, gestão de hospitais e bloqueio de bens, o grupo de Daniel Santos tem seu método exposto de forma objetiva: gerente detido na polícia, computadores apreendidos e os nomes de seus aliados registrados na lista do abastecimento clandestino.

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