
A influenciadora digital Evelyn Lima Dantas foi assassinada a tiros na madrugada desta terça-feira (16), em Mãe do Rio, no nordeste do Pará. Segundo a Polícia Militar, uma das principais linhas de investigação aponta para uma possível queima de arquivo ou retaliação relacionada à atuação de grupos criminosos.
De acordo com as autoridades, pelo menos dois homens armados invadiram a residência da vítima, renderam o pai dela e a retiraram à força do imóvel. Em seguida, Evelyn foi levada até a frente da casa, onde foi atingida por diversos disparos. Os suspeitos fugiram após o crime.
Antes de deixar o local, os criminosos teriam pichado a sigla TCP em um muro da residência. A inscrição faz referência ao grupo criminoso Terceiro Comando Puro (TCP), mas a Polícia Militar ainda não confirmou qualquer participação da facção no assassinato.
O tenente-coronel Rodrigo Lopes afirmou que a polícia trabalha com a hipótese de que o homicídio tenha sido uma retaliação ou uma tentativa de eliminar informações relacionadas a investigações criminais.
“Trabalhamos fortemente com a hipótese de retaliação ou queima de arquivo por parte de alguma facção criminosa, sendo que essa é uma das principais linhas prioritárias de investigação e de informações que a gente tem”, declarou o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM).
Evelyn era investigada por possível envolvimento no assassinato do sargento da reserva da Polícia Militar Antônio Anildo Alves, morto a tiros em julho deste ano.
A influenciadora chegou a ser presa durante as investigações, mas obteve liberdade provisória dias antes de ser executada. Segundo as informações divulgadas, a decisão ocorreu diante da ausência de elementos suficientes para mantê-la presa preventivamente.
A possível ligação entre os dois homicídios está entre os pontos considerados pelos investigadores. Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial de que a morte de Evelyn tenha sido motivada por sua participação no caso do policial.
A Polícia Civil do Pará instaurou inquérito para investigar o assassinato. As equipes realizam perícias, analisam imagens de câmeras de segurança e colhem depoimentos de testemunhas para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.
A polícia ainda não confirmou a participação de qualquer organização criminosa no homicídio. As hipóteses de retaliação e queima de arquivo seguem como linhas de investigação, sem conclusão oficial até o momento.
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