
Nesta segunda-feira (21/09), a defesa de Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para que a ex-deputada pudesse retornar ao Brasil durante as eleições, votar na mãe e depois voltar à Itália sem ser presa.
O pedido foi apresentado pelo advogado Eduardo Maurício, que atua em conjunto com os advogados italianos responsáveis pelos processos de extradição de Zambelli na Itália, e tem como objetivo garantir que ela possa permanecer no Brasil apenas pelo período necessário para votar.
Segundo a defesa, Zambelli pretende votar em Rita Zambelli Salgado, mãe dela, que é candidata a deputada federal por São Paulo. Para isso, os advogados pedem que o STF impeça uma eventual prisão durante o período de permanência da ex-parlamentar no Brasil.
Além do salvo-conduto, os advogados também pedem, no mérito do habeas corpus, a suspensão das condenações impostas pelo STF e relaciona o pedido à análise de procedimentos envolvendo o caso Master, que incluem mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Zambelli é condenada a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, também, a uma pena de cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada em 2022.
Contudo, a ex-deputada deixou o Brasil em junho de 2025, antes do cumprimento das penas. Desde então, ela está na Itália, onde enfrenta processos relacionados à extradição para o Brasil.
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