
A identificação biométrica passou a ter um papel cada vez mais importante para quem recebe ou pretende solicitar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por isso, segurados podem consultar se os dados já estão registrados nas bases oficiais do governo antes de tomar qualquer providência.
A biometria é utilizada para confirmar a identidade do cidadão e aumentar a segurança dos pagamentos, dificultando que outra pessoa se passe pelo beneficiário. O cadastro pode envolver informações como fotografia e impressões digitais.
O governo estabeleceu uma implantação gradual da exigência. Para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais, a verificação biométrica passou a ser considerada a partir de maio de 2026. Até o fim deste ano, diferentes documentos podem ser utilizados para comprovar que o cidadão já possui registro biométrico.
Uma das formas de descobrir se o cadastro já existe é verificar os documentos de identificação que possuem biometria vinculada às bases governamentais. Quem tem a Carteira de Identidade Nacional (CIN) já conta com um registro biométrico aceito para concessão, manutenção e renovação de benefícios.
Também podem ser considerados, dentro do período de transição, registros biométricos associados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ao título de eleitor e ao passaporte. Até 31 de dezembro de 2026, esses documentos podem ser utilizados para a verificação.
Para quem não possui a CIN, registros biométricos feitos na CNH, no título de eleitor ou no passaporte até essa data poderão ser aproveitados para determinadas finalidades até o fim de 2027. A partir de 1º de janeiro de 2028, a regra prevista pelo governo passa a considerar somente a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional para concessão, manutenção e renovação de benefícios.
A ausência de biometria não significa que o benefício será bloqueado de forma imediata, uma vez que o processo de implementação das novas regras é gradual. O próprio INSS também adotou alternativas em situações específicas.
No caso da contratação de crédito consignado, por exemplo, beneficiários que não possuem biometria facial disponível nas bases governamentais podem utilizar uma validação por dados bancários para autorizar a operação, conforme as regras estabelecidas pelo órgão.
A mudança nas regras também exige cuidado com mensagens falsas. O INSS alerta que criminosos têm utilizado a biometria e outros procedimentos relacionados aos benefícios como argumento para tentar obter dados pessoais.
O instituto afirma que não solicita senhas, transferências de dinheiro ou informações sensíveis por meio de mensagens ou ligações para regularizar benefícios. O cidadão deve desconfiar de links recebidos por SMS, WhatsApp ou outros canais não oficiais.
Em caso de dúvida, a orientação é utilizar diretamente o Meu INSS ou entrar em contato com a Central 135, evitando acessar links enviados por terceiros.
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