
No Arquipélago do Marajó, histórias de violência silenciosa ainda desafiam as estruturas de fiscalização e cuidado, revelando o quanto a garantia de direitos básicos pode ser frágil em contextos de vulnerabilidade social.
Foi nesse cenário que a Polícia Civil prendeu, no município de Muaná, um homem suspeito de estupro de vulnerável. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, após as investigações apontarem que o investigado mantinha convivência marital com uma criança de apenas 11 anos. A prisão foi realizada na tarde da última terça-feira (30), com o apoio da Guarda Municipal.
Segundo informações apuradas durante as investigações e relatadas por órgãos de proteção, um relatório do Conselho Tutelar indicou que o homem mantinha relações sexuais contínuas com a criança, situação que teria resultado em uma gravidez posteriormente interrompida. O caso passou a ser acompanhado por diferentes instâncias da rede de proteção à infância.
Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito chegou a ser preso em flagrante no início das apurações, mas obteve liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas, estavam a proibição de qualquer tipo de aproximação da vítima, inclusive por meios virtuais, e a exigência de manter distância mínima de 100 metros da criança.
No entanto, relatórios posteriores elaborados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e pelo Conselho Tutelar apontaram o descumprimento dessas determinações judiciais. De acordo com os documentos, o investigado teria voltado a conviver com a criança, o que levou a Justiça a decretar a prisão preventiva.
O mandado foi cumprido na zona rural de Muaná. O homem permanece preso e segue à disposição do Poder Judiciário, enquanto o caso continua sendo acompanhado pelas autoridades competentes e pela rede de proteção à criança e ao adolescente.
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