
Um homem de 43 anos foi preso nesta quarta-feira (12), em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que apura o aliciamento virtual de uma menina de 11 anos. Segundo as investigações, o suspeito teria utilizado redes sociais, aplicativos de mensagens e a plataforma de jogos Roblox para conquistar a confiança da criança e solicitar imagens e vídeos de natureza íntima.
De acordo com o MPMG, o investigado teria oferecido créditos e outros benefícios relacionados a jogos eletrônicos em troca de conteúdos da vítima. Após estabelecer contato com a menina, ele teria intensificado as abordagens por canais privados de comunicação.
A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pela 26ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte. A Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito e o cumprimento de mandados de busca e apreensão. O processo tramita sob sigilo.
A investigação começou depois que a mãe da criança identificou as conversas mantidas com o homem e apresentou informações às autoridades. A partir da análise do material e de diligências de inteligência, os investigadores conseguiram identificar o suspeito e localizar o endereço dele em São Paulo.
Os mandados foram cumpridos em Pindamonhangaba, com apoio do Gaeco Regional do Vale do Paraíba, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia Militar (Baep) e das polícias Militar e Civil de Minas Gerais.
Durante as buscas, foram apreendidos três celulares, uma CPU, um HD e outros materiais eletrônicos. Os equipamentos serão encaminhados para perícia e poderão contribuir para esclarecer a extensão dos contatos mantidos pelo investigado e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Os agentes também localizaram duas armas de fogo e 48 munições durante o cumprimento dos mandados. Por causa do armamento encontrado, o homem também foi preso em flagrante e levado para a Delegacia Central de Pindamonhangaba.
As investigações sobre o possível crime contra a criança continuam sob sigilo. O material apreendido será analisado pela perícia, enquanto as autoridades buscam reunir novas informações sobre a atuação do suspeito.
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