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Nubank é apontado como favorito para comprar Caixa

Fintech brasileira avança nas negociações que giram em torno de R$ 250 milhões pela estatal.

01/07/2026 às 05h35
Por: Redação Fonte: Diário do Comércio
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O processo está na fase final de propostas e depende da escolha do governo pela melhor oferta. | Divulgação
O processo está na fase final de propostas e depende da escolha do governo pela melhor oferta. | Divulgação

O mercado financeiro brasileiro acompanha com atenção uma disputa que pode redefinir o setor bancário do país. No centro dessa movimentação, o Nubank emerge como principal candidato à compra de um banco estatal.

O Nubank deu um passo decisivo na tentativa de adquirir a filial brasileira da Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco estatal de Portugal. Por ora, a negociação ainda não foi concluída, mas a fintech aparece como a favorita entre os concorrentes.

O processo está na fase final de propostas e depende da escolha do governo português pela melhor oferta. Além disso, a operação precisa da aprovação dos órgãos reguladores do Brasil e de Portugal para ser efetivada.

O interesse do Nubank na aquisição tem uma motivação regulatória clara. Em novembro de 2025, o Banco Central publicou uma portaria com regras restritivas para o uso de termos bancários em marcas e domínios.

Por isso, instituições sem licença bancária plena ficam proibidas de usar palavras como "bank" em seus nomes. O Nubank, criado há 13 anos, atua nos segmentos de pagamentos, cartões e crédito, mas não possui uma licença bancária completa.

Assim, a compra de uma instituição já autorizada pelo BC pode acelerar o processo de regularização da fintech.

Em nota oficial, a empresa confirmou que avalia alternativas para obter a licença bancária ainda em 2026. Contudo, a fintech ressaltou que as análises em curso não representam uma definição sobre qualquer operação específica.

Além disso, o fundador e CEO global do Nubank, David Vélez, já afirmou anteriormente que o objetivo central de uma eventual aquisição seria justamente obter a licença bancária, e não incorporar uma carteira de clientes ou operações de crédito.

Governo português espera R$ 250 milhões com a venda

O governo de Portugal pretende receber aproximadamente R$ 250 milhões com a venda da subsidiária brasileira da CGD. No entanto, parte desse valor envolve a assunção de dívidas da instituição pelo comprador.

A filial brasileira apresenta os seguintes dados financeiros:

  • Ativos totais estimados entre R$ 1,8 bilhão e R$ 1,9 bilhão;
  • Patrimônio líquido próximo de R$ 300 milhões;
  • Carteira de crédito de aproximadamente R$ 870 milhões.

Parte dessa carteira, porém, é considerada complexa pelo mercado, pois inclui operações de maior risco.

A venda integra um compromisso assumido por Portugal após a crise financeira de 2008, quando o país concordou em alienar ativos estatais para reduzir seu endividamento.

Outros concorrentes disputam a CGD Brasil

Além do Nubank, outros grupos participam do processo de aquisição da CGD Brasil.

Todos os interessados passaram por uma etapa de apresentação de garantias financeiras, exigida pelo governo português para atestar a capacidade de pagamento do vencedor.

Segundo fontes ligadas ao processo, apenas dois concorrentes devem avançar para a fase decisiva. Entre esses finalistas, o Nubank é apontado como o principal favorito.

Portanto, o desfecho da negociação ainda depende de decisões de múltiplas instâncias, e o mercado aguarda a conclusão do processo nos próximos meses de 2026.

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