
Com a chegada das férias escolares no mês de julho, muitas famílias enfrentam um desafio comum: encontrar formas de entreter as crianças sem depender do celular, do tablet ou da televisão. Especialistas apontam que atividades lúdicas e educativas podem estimular a criatividade, fortalecer os vínculos familiares e contribuir para a redução do tempo de exposição às telas.
A preocupação com o uso excessivo de dispositivos eletrônicos tem respaldo em pesquisas. Levantamento realizado pelo Datafolha, a pedido da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, mostra que 94% das crianças entre 4 e 6 anos têm contato diário com telas, permanecendo, em média, entre duas e três horas por dia diante de celulares, tablets ou televisores. Além disso, 56% dos brasileiros acreditam que o uso excessivo desses dispositivos pode trazer prejuízos à saúde infantil.
Segundo Juliana Batista, em entrevista ao portal O Dia, o caminho não é simplesmente proibir o acesso aos eletrônicos, mas oferecer alternativas que despertem o interesse das crianças.
"A criança não precisa de muito. Basta encontrar uma atividade que desperte sua curiosidade para que ela deixe o celular de lado naturalmente", afirma.
De acordo com a especialista, é comum que, após os primeiros dias de férias, aumente a procura por brinquedos educativos, jogos e atividades capazes de manter as crianças entretidas de forma saudável.
"Depois da primeira semana de férias, cresce bastante a procura por brinquedos educativos, jogos e atividades que consigam prender a atenção das crianças de uma forma divertida", destaca.
A recomendação para os pais é adaptar brincadeiras à idade da criança, tornando a experiência mais atrativa e estimulante.
Para crianças de 2 a 4 anos, opções como massinhas de modelar, brinquedos de encaixe, desenhos para colorir e pinturas ajudam a desenvolver a coordenação motora e a imaginação. Brincadeiras como caça ao tesouro dentro de casa também incentivam o movimento e a criatividade.
Na faixa dos 5 aos 7 anos, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, jogo da memória e brincadeiras tradicionais, como amarelinha, estimulam o raciocínio lógico, a concentração e a interação com irmãos e amigos.
Já entre 8 e 12 anos, atividades mais elaboradas costumam despertar maior interesse. Pintura, colagem, artesanato, experiências simples, kits de construção e projetos manuais favorecem o desenvolvimento de novas habilidades e mantêm a atenção das crianças por mais tempo.
Para Juliana Batista, o principal fator para diminuir o tempo de tela é identificar os interesses de cada criança e oferecer atividades compatíveis com sua fase de desenvolvimento.
Quando encontram brincadeiras que realmente despertam sua curiosidade, os dispositivos eletrônicos deixam de ser a única opção de entretenimento, reduzindo o uso das telas de forma espontânea.
Além de proporcionar diversão, as férias escolares representam uma oportunidade para fortalecer os laços familiares e criar memórias afetivas por meio de momentos compartilhados, mostrando que a imaginação e as brincadeiras continuam sendo importantes aliadas no desenvolvimento infantil.
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