
Em meio à crise financeira que levou a Casas Bahia a fechar centenas de lojas e pedir recuperação judicial, a varejista colocou cerca de 390 produtos em um novo leilão. Entre os itens estão celulares, televisores, eletrodomésticos, notebooks e equipamentos de informática, com descontos que chegam a 85%.
Os produtos são vendidos por meio da plataforma brasileira de leilões Kwara, e os interessados podem registrar lances até esta quinta-feira (20), de acordo com o horário previsto para cada lote. Os valores iniciais partem de pouco mais de R$ 200.
Um dos destaques é um lote com sete televisores das marcas LG, AOC, TCL, Samsung e Philco. O conjunto tem valor de referência de R$ 15.588,70, mas está disponível no leilão por R$ 2.282, uma redução de 85%. Até o início da tarde desta terça-feira (18), o lote já havia recebido dois lances, e a disputa segue até as 16h33 de quinta-feira (20).
Os itens estão armazenados no Centro de Distribuição da Casas Bahia, em Taquara, Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Na plataforma, é possível pesquisar os lotes e filtrá-los de acordo com o preço ou o percentual de desconto.
Antes de participar do leilão, é importante verificar as condições descritas em cada lote. Os anúncios informam que alguns produtos podem apresentar avarias ou estar sem determinadas peças.
Também não é possível visitar o depósito antes de fazer o lance para conferir os itens pessoalmente. Depois da compra, os produtos não podem ser trocados.
O pagamento pode ser realizado via Pix ou parcelado em até 12 vezes, conforme as condições estabelecidas pela plataforma.
Os vencedores deverão agendar a retirada diretamente pelo site da Kwara após a conclusão do leilão. Os produtos poderão ser retirados nos dias 26, 27 e 28 de agosto, das 9h às 11h30 ou das 14h às 15h30.
A desmontagem, a remoção e o transporte dos produtos ficam sob responsabilidade do comprador no momento da retirada.
O leilão ocorre em meio a uma fase de forte reestruturação da Casas Bahia. A companhia fechou 298 lojas em 2026 após registrar prejuízo de R$ 10 bilhões e apresentou, no último domingo (16), um pedido de recuperação judicial.
Segundo a empresa, a decisão está relacionada à piora do cenário econômico, aos juros elevados, à restrição ao crédito, ao aumento das despesas financeiras e à queda no consumo.
A recuperação judicial faz parte do processo de reorganização financeira da varejista. A companhia afirmou que a medida busca preservar a continuidade das operações, proteger a geração de valor e organizar o pagamento de suas obrigações.
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