
O cotidiano político de cidades do interior costuma seguir um ritmo previsível, mas em Guanhães a rotina foi quebrada por um caso que mistura denúncias criminais, acusações de abuso de poder e instabilidade administrativa. A situação colocou o município no centro de uma investigação que vai além da esfera pessoal.
O prefeito Evandro Lott foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por suspeita de perseguir a ex-companheira após o fim de um relacionamento de mais de uma década. Ele está preso preventivamente desde o início de abril e responde por crimes como ameaça, perseguição, violência psicológica e posse irregular de arma de fogo.
De acordo com a denúncia, os episódios teriam ocorrido ao longo de vários meses, após o término da relação. A acusação sustenta que a vítima passou a ser monitorada de forma constante, com o suposto uso de funcionários ligados à administração municipal e até equipamentos como drones, o que pode agravar o caso por envolver recursos públicos.
O Ministério Público também aponta que a perseguição foi acompanhada de ameaças e tentativas de intimidação. Mensagens e áudios atribuídos ao prefeito indicariam resistência ao fim do relacionamento e falas consideradas graves contra a vítima e pessoas próximas a ela.
Além disso, a investigação descreve situações de violência psicológica, incluindo exposição de informações pessoais e tentativas de desqualificar a imagem da mulher. Durante o cumprimento de mandados judiciais, autoridades apreenderam armas em locais ligados ao investigado, o que reforçou as acusações já apresentadas.
O órgão também avalia a possibilidade de novos desdobramentos, com apuração de outros crimes relacionados à conduta do prefeito. A repercussão do caso atingiu diretamente a administração municipal. Com a prisão, a cidade enfrentou um período de indefinição até que o vice-prefeito, Paulo de Tarso, assumisse o comando.
Para o Ministério Público, a manutenção da prisão preventiva é necessária diante do risco de interferência nas investigações e possível pressão sobre testemunhas. O caso segue em tramitação e deve continuar gerando desdobramentos tanto na Justiça quanto no cenário político local.
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